Série Aço e História: o processo siderúrgico no Brasil

Série Aço e História: o processo siderúrgico no Brasil

Antes da história, é preciso abordar a fabricação do astro desse processo. O aço é, basicamente, uma liga de ferro e carbono, que só teve sua ascensão com a invenção de fornos, na revolução industrial, que permitiam limpar as impurezas do ferro e adicionar propriedades, como resistência ao desgaste, impacto e corrosão. Definindo assim, a fronteira entre o uso do ferro e aço.

Para a fabricação do aço, o carvão é essencial. Em primeiro momento, alcançando altas temperaturas, cerca de 1.500º Celsius, permite a fusão do minério de ferro. Como redutor, permite que o oxigênio se desprenda do ferro, permitindo-o ligar-se ao carbono. Mas antes de ser enviado a esse processo, o minério de ferro e o carvão são preparados para as melhorias de rendimento e economia no processo.

Fabricação do aço

Durante o processo de redução, o ferro torna-se líquido e as impurezas são retiradas. Calcário, sílica e demais substâncias retiradas do ferro tornam-se matéria-prima para a fabricação do cimentoSeguinte a esse processo, o ferro é refinado. Ainda em estado líquido, é levado para a aciaria e é transformado em aço, com adições de propriedades e queima de impurezas. Logo mais, o aço é refinado em fornos. 

Em sua terceira e última etapa no processo de fabricação do aço, ele é laminado. Solidificado, o aço é transformado em diversos produtos, como chapas, bobinas, vergalhões, arames, perfilados, barras, etc. A união entre ferro e carbono cria o aço e proporciona diversas qualidades ao material, como resistência e durabilidade.

Com o custo baixo de produção e por ser 100% reciclável, o aço representar cerca de 90% dos metais utilizados na construção civil e construção mecânicaSegundo pesquisa realizada pelo Instituto do Aço Brasil, o aço representa mais de 50% da composição de carros e geladeiras, e custa apenas 10% do valor do produto final. Mesmo com essas vantagens, a indústria siderúrgica demorou para ganhar forma e força no Brasil.

A história da siderurgia no Brasil

Ao chegar no Brasil, os portugueses tinham grandes esperanças de extrair metais preciosos, como ouro, prata e bronze. Porém, não encontraram nada, nem mesmo ferro. Dessa forma, era preciso importar insumos da Europa para a produção de equipamentos que seriam utilizados na lavoura.

Apenas em 1554 o padre jesuíta José de Anchieta informou ao rei de Portugal que havia prata e minério de ferro no interior da capitania de São Vicente – atual estado de São Paulo. Essa descoberta fez com que se instaurasse a primeira fábrica de ferro que se tem notícia no Brasil. A produção de ferro a partir da redução do minério durou até o início do século XVII, quando estagnou.   

Somente com a descoberta de ouro em Minas Gerais que houve um novo estímulo à siderurgia no país. Porém, a estruturação de uma indústria siderúrgica brasileira continuou reprimida. Isso porque a colônia deveria ser explorada ao máximo, comercializando apenas ouro e produtos agrícolas. Essas práticas mercantis impostas por Portugal impediu a construção de novas fundições de metais e até fechou as já existentes.

A evolução da siderurgia

O cenário só mudou quando D. João VI assumiu o trono. No final do século XVIII foi autorizada a construção de novas fundições, e no início do século seguinte, com a fuga da família real portuguesa para o Brasil, diversas siderúrgicas começaram a ser construídas no país.

Com a construção de novas fábricas, o ferro parou de ser importado da Europa. Porém, o promissor século XIX trouxe novamente o declínio da produção de ferro. A competição com os produtos ingleses era desigual, pois eram importados com redução nos impostos. Aliado a falta de mão de obra, pois os trabalhadores eram levados para as lavouras de açúcar e depois, de café, o desenvolvimento da siderurgia brasileira foi travada.

A retomada ao progresso se deu com a fundação da Escola de Minas de Ouro Preto, em 1876, que formaria engenheiros de minas, metalurgistas e geólogos. Desse momento em diante, o aço voltou a ganhar forma no país, principalmente na década de 1970, quando começou a ser introduzido na arquitetura do país.

Hoje, o aço está presente em quase tudo ao nosso redor. Ele está nos eletrodomésticos, brinquedos, materiais esportivos, sendo presente na larga maioria dos bens de consumo. Também está em todos os meios de transporte, ligando não só pessoas a lugares, como as produções a todos os cantos do país.

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Fonte: IABR, 2018